9 maneiras de ganhar mais tempo na sua empresa

Vida de empreendedor é uma correria danada.

E se houvesse uma forma de diminuir o tempo que passamos na empresa e ainda assim aumentar a qualidade e produtividade do nosso trabalho? É este o seu trabalho como empreendedor, se livrar de tarefas mundanas de baixo valor e fazer o trabalho onde você é indispensável: a estratégia e crescimento da empresa.

Isso é mais fácil dizer do que fazer, é verdade. Sei bem como é, e sou culpado disso sim. Mas temos que fazer o máximo para ir aumentando devagarinho o nosso impacto, utilizando os recursos que nos estão disponíveis.

Há alguns anos li o livro Work the System, inclusive tenho até uma cópia assinada pelo autor. E não é à toa, é um dos livros que mais mudou a minha forma de abordar uma empresa.

Enquanto outros livros como E-Myth: O Mito do Empreendedor e 4-Hour Workweek são ótimos em nos explicar o modo de pensar de um empreendedor moderno, o Work the System vai além, e traz passo a passo como implementar os sistemas na sua empresa.

2014-05-08 11.38.52

E após ler o livro, condensei suas lições em 9 dicas que vão lhe simplificar a vida, reduzir stress, deixar seus funcionários mais felizes e seus clientes mais satisfeitos.

1. De todas suas atribuições atuais, pegue a mais simples, crie um processo escrito dela e delegue a alguém. Você pode fazer isso agora mesmo. Abra um documento no Word, e explique passo-a-passo como fazer uma tarefa que hoje é você que faz. Se necessário crie um vídeo gravando sua tela (screen capture) ensinando a fazer esta tarefa, e delegue a algum empregado. Isso mesmo. É você que faz o fechamento de caixa? É você que faz a publicação de posts? Se você trabalha 50 horas semanais, e conseguir liberar duas horas semanais com esta delegação de tarefa simples, já é um grande avanço. Além disso, criar pequenas vitórias deixa você mais confiante em ver que o mundo não vai desabar se outra pessoa fizer o que você acha que só você pode fazer.

2. De todas as tarefas que você faz, pense quais poderiam ser automatizadas. Algumas tarefas valem a pena que sejam delegadas, outras se beneficiariam muito de uma automatização. Quais contas você pode colocar no débito automático e apenas checar uma vez por mês? Quais formulários você pode conseguir que se auto-preencham? Qual sistema você pode usar para agilizar o gerenciamento do fluxo de caixa? Você já parou para criar modelos de e-mail que responde sempre? Utilize a tecnologia a seu favor. Se você não tiver idéia de como fazer isso. Contrate alguém para fazê-lo.

3. A empresa é um organismo, que tem um conjunto de sistemas menores. Se você fizer cada sistema menor funcionar de forma perfeita, a empresa como um todo ficará mais sadia. Como o corpo humano, se um dos sistemas falha, o corpo todo corre perigo. Na empresa não é diferente. A saúde do conjunto depende da saúde de cada parte. Então não tente arrumar tudo de uma vez. Separe o sistema que lhe dá mais dor de cabeça e tente consertá-lo permanentemente. Se fizer isso com cada pedacinho, logo logo a empresa estará funcionando como um motor que acabou de trocar o óleo.

4. Não faça remendos, vá até o cerne do problema e arrume-o pra sempre. Tem uma frase de Henry Thoreau que eu adoro: “Para cada mil homens dedicados a cortar os galhos do mal, há apenas um atacando a raiz.” SEJA ESTE UM. Se você continuar apagando incêndios, que voltarão a acontecer, nunca terá tempo para se dedicar à sua empresa de verdade. Se você parar para entender a raiz do problema, e se dedicar a criar um sistema escrito e treinar seus funcionários para usá-lo todas as vezes, este problema nunca mais acontecerá. Pronto, um a menos.

 5. Tenha uma visão de fora da empresa. Quando estamos afundando nos problemas do dia-a-dia, é difícil ter a perspectiva de alguém que enxerga tudo de fora, com um ângulo mais aberto e um pouco mais de ar fresco. Tente dar um passo para trás, e enxergar a empresa como um todo. Desta forma, você saberá onde pode se aprofundar para melhorar os sistemas e aumentar a produtividade no geral.

6. Deixe claras as expectativas com seus funcionários. Muitos dos conflitos internos de uma empresa podem ser resolvidos pela comunicação. Deixe claro qual a função de cada um e o que se espera que a pessoa realize num dia de trabalho ideal. Quando a pessoa tem esta direção, tudo fica mais simples. O que mais tem por aí é chefe chato, que não deixa claro o que fazer, depois briga com a equipe quando surge um problema. Diretrizes claras ajudam todos a caminhar em direção a uma empresa melhor.

7. Elimine e simplifique tarefas. Novamente, algumas tarefas não valem a pena delegar e nem mesmo o tempo e dinheiro gasto automatizando. Veja o que não faz sentido, e elimine tarefas desnecessárias, ou pense novas formas de fazer velhas tarefas que envolvam menos passos.

8. Cobre mais caro. Se o tempo está apertado, é porque você não está cobrando o suficiente. Aumente o preço! Esta é uma estratégia que muita gente tem medo de seguir, por achar que deixará os clientes tristes. Avise que a partir do mês seguinte, o valor dos produtos ou serviços aumentará, e não tenha inseguranã quanto a isso. Será melhor pra todo mundo. Você poderá dar um atendimento melhor aos clientes que irão continuar, e eliminar vários clientes que não valem a pena o seu tempo. Esta é uma das formas mais simples de aumentar o faturamento e ainda se posicionar como um prestador de serviço de melhor qualidade.

9. Se torne irrelevante. O seu plano final deve ser tornar-se irrelevante, para ter uma empresa com pessoas e sistemas que realizam o que é necessário e entregam o resultado sem você ali. A maioria dos fundadores de empresa é muito bom no que faz, e isso acaba sendo parte do problema. A pessoa gosta de fazer aquilo porque parte do valor dela está atrelado a ser um bom técnico. Mas você, como dono da empresa, não deveria gastar seu precioso tempo em um tipo de trabalho que outras pessoas podem fazer. Aprenda a se tornar irrelevante, e deixe que a empresa seja um motor que gerar dinheiro, e você seja o mecãnico só supervisionando.

Espero ter ajudado, se quiser ser avisado quando tiver posts novos, é só colocar o seu e-mail aqui:

Screen Shot 05-08-14 at 12.31 PM

Anúncios

Trajetória

Quando a NASA lança um foguete para a Lua, muitas pessoas não percebem que:

  1. a Terra está em movimento
  2. a Lua está em movimento

Portanto, eles têm que acertar um alvo em movimento a partir de uma plataforma em movimento. Nada fácil! A expressão “this is not rocket science” não foi criada em vão.

Eles não miram onde a Lua está, isso é irrelevante. Eles miram para onde a lua vai estar quando o foguete estiver para pousar nela.

Ao receber um lançamento, o jogador de futebol corre para onde a bola vai, e não para onde ela está.

Muitos vestibulandos querem saber qual é a tendência do mercado antes de prestar uma faculdade. As profissões mais “quentes”. A verdade é que ninguém sabe como estará o mercado de trabalho daqui quatro anos, quando você estiver quase formado. Tenha cautela com os que dizem saber. Ou com qualquer pessoa que pregue ter a resposta quando o mundo todo ainda nem está certo das perguntas.

No seu negócio, você pode reagir ao que os concorrentes estão fazendo ou pode pensar no futuro do seu negócio proativamente, liderando e definindo o que será ou não tendência no seu meio. A questão sendo “O que você pode fazer agora que outros negócios ainda não estão fazendo?” ao invés de “Como posso copiar meu concorrente?”

Ver o passado é fácil. Abra qualquer site de notícias, assista TV, leia revistas e você saberá tudo o que é considerado importante e “tendência” no momento. Entretanto, entender para onde as coisas caminhame, requer um pouco mais de percepção, observação e pensamento crítico. E não dá pra fazer isso e postar no Facebook ao mesmo tempo.

Muita gente ganha rios de dinheiro copiando tendências, não há nada errado nisso. Apenas decida se você quer inventar o próximo iPhone ou manufaturar o HiPhone do seu setor.

O problema em presumir, ou ‘Não pense que você entende o que se passa na cabeça do seu cliente’

Eu gosto muito de gelo. Sempre que tomo refrigerante, suco ou líquidos em geral, eu quero com gelo. Em algumas ocasiões, em restaurantes e afins, quando peço um copo com gelo, a resposta recorrente é: mas o refrigerante já está gelado. Eu não gosto de gelo por causa da temperatura. Gosto porque muda o grau de acidez, o pH, o grau de diluição, a distribuição de gás carbônico e algumas outras coisas que meu paladar nota, que não a temperatura. Portanto, quando eu tomo refrigerante numa estação de ski, não me importa se está nevando, eu quero com gelo.

É fácil achar que você entende o que se passa na cabeça das pessoas. Mas você não sabe. Não até você perguntar por quê. E mesmo depois de perguntar, muitas pessoas nem mesmo entendem suas necessidades direito, e caso entendam nem todas querem se abrir com você. Talvez com seus amigos de infância, mas não com você. As necessidades delas são diferentes das suas, e mesmo entre seus clientes, cada um tem uma percepção diferente com relação ao seu preço e à qualidade do seu serviço. Muitos terão prazer em pagar pelo dobro do preço se você conseguir prestar o serviço sem que ela tenha que sair de casa. Outros não.

Não presuma causas e efeitos. Não dá pra saber se um botão COMPRE AQUI no lugar do atual link do seu site irá aumentar as vendas em 10%, ou se um anúncio na revista dará mais retorno do que um anúncio num blog ou no Buscapé, a menos que você teste. Se você é um autor, tente adivinhar qual título venderá mais edições. É impossível. Há de se testar. O ser humano é imprevisível, principalmente em comportamentos em massa, vide bolsas de valores.

Nós enxergamos o mundo com as nossas lentes, e mesmo olhando pro mesmo lugar não vemos as mesmas coisas. Portanto, lembre-se disso na próxima vez que achar que sabe o que se passa na cabeça de seu cliente. Ou quando lhe pedirem gelo.

Podcast #1 – Entrevista com Miguel Cavalcanti

Screen Shot 05-09-14 at 03.59 PM

Sejam bem-vindos ao primeiro podcast do Imperator’s Blog.

Nossos podcasts consistem em uma série de entrevistas com pessoas que tenham a ver com o conteúdo do blog: administração, marketing, lifehacking, arte, produtividade, filosofia, formas não-convencionais de ver o mundo e tudo isso misturado.

Nosso primeiro entrevistado é Miguel Cavalcanti, sócio-proprietário da AgriPoint/BeefPoint, engenheiro agrônomo, empreendedor, blogueiro, maratonista, palestrante, especialista em marketing e muitas outras coisas.

A conversa tem 52 minutos e 3MB. Ouça o podcast aqui embaixo clicando em play ali em cima ou faça o clique aqui para fazer o download do arquivo em mp3.

Abaixo coloco as citações interessantes da conversa, e o link de recomendações de sites e livros.

“Foi nos EUA que ouvi pela primeira vez na vida: ‘Você nunca vendeu nada na sua vida? Se esforce para vender alguma coisa antes de se formar.’ Vender é importante. E na faculdade de agronomia, vendas era palavrão.”

“Ir atrás de temas ou de assuntos que estão ‘relativamente’ fora do seu dia-a-dia consegue te diferenciar muito. Muito da inovação vem de conseguir juntar duas coisas que já existem numa coisa só.”

É possível obter informações de outros setores e aplicar ao seu negócio.

A empresa: Agripoint

O negócio da Agripoint é o de comunidades do agronegócio, com portal de conteúdo, acesso gratuito mediante cadastro. Conteúdo específico sobre o setor.

O produto básico é o portal. Maior parte do faturamento: publicidade para empresas que vendem algum tipo de serviço/produto para o público que acessa os sites. Realiza também cursos online, desenvolvido por especialistas na área.

Realização de eventos: o principal congresso sobre a parte técnica de gado de leite do Brasil é a empresa que organiza. Além de desenvolver o evento, tem a mídia para divulgá-lo.

Hoje a empresa também dá palestras sobre mercados, com análises e resumos sobre o setor. Perspectivas, oportunidades, desafios etc.

Alguns destes caminhos ele sabia desde o começo, alguns caminhos vão sendo descobertos por acaso. E eventualmente se tornam em importante fonte de receita para a empresa. O mesmo acontece comigo na DOC-DOG hoje.

Área de atuação do Miguel na empresa

Atua na supervisão de conteúdo dos portais, no marketing (operacional e estratégico), dá suporte a área de contratação e seleção.

Hoje a empresa está cruzando o vale da diferença entre pessoa física e pessoa jurídica. No começo, dependia muito da presença física dos sócios, hoje menos, e para o futuro quer reduzir ainda mais esta necessidade. A mudança tem sido grande nos últimos dois anos.

Sobre qualidade de vida

A produtividade está diretamente relacionada à qualidade de vida. Recomendação de livro: Mais Tempo Mais Dinheiro, de Christian Barbosa e Gustavo Cerbasi.

O subproduto da corrida é ter uma boa forma, mas o principal resultado é mental.

Ouve músicas ao correr, ou audiolivros. Várias vezes, correndo é que teve idéias, e geralmente é correndo que organiza os pensamentos. É um momento de inspiração, pensamentos e reflexões.

Ajuda na capacidade de resiliência (endurance). Recomendação de livro:  My Start-Up Life, de Ben Casnocha. Algumas coisas podem ser transportadas pra outros setores da vida, como a resiliência na corrida pode virar resiliência nos negócios.

Correr ajuda a desenvolver a capacidade de se abalar pouco com problemas, e se focar na resolução em vez de problemas. Ninguém te colocou naquela situação. A única opção é subir a subida, não adianta reclamar, nem chorar.

Conselhos para um jovem empreendedor

Leia muito. Tem muita coisa boa disponível na literatura. A maior parte dos problemas que você passa, é possível que alguém já tenha passado, e escrito sobre isso.

Aprenda o conceito do porco-espinho (do livro: Good to Great, Jim Collins): conseguir reunir três características: algo que você faz muito bem, que você gosta muito de fazer, e que tenha um mercado (alguém querendo pagar por isso).

Recomendação de livro: The Dip, do Seth Godin (já falei sobre o livro neste post). A trajetória do sucesso não é linear. O sucesso demora pra chegar. Persista para atravessar o vale, e aprenda a desistir quando o esforço não vale a pena. “A diferença entre teimosia e persistência é muito tênue”. “Escolha qual briga você quer brigar, mas saiba que a luta não vai ser curta”.

Sobre a importância de ter presença online

Principalmente em áreas que não sejam de informática. Para quem trabalha com outras áreas, é ainda mais diferencial ter presença online.

O blog, pra mim, é um lugar que eu tenho minhas reflexões. Capacidade de encontrar pessoas que possuem o interesse parecido com o seu. Pessoas interessantes te encontram pelo blog, e não te encontrariam de outra forma.

“Não tenha um curriculum, tenha um blog.”

3 Livros que mudaram a vida do Miguel

4 sites/blogs que o Miguel recomenda

Encontre o Miguel

Blog: blog.miguelcavalcanti.com
Twitter: @mcavalcanti
Site da empresa: agripoint.com.br

Gostou da entrevista? Tem alguém pra sugerir para as próximas edições? Deixe seu comentário abaixo.

Deixe seus empregados resolverem problemas

Muitas empresas possuem uma estrutura rígida para resolução de problemas, e isso não é necessariamente ruim. Mas no atendimento ao cliente, deve-se ter certa flexibilidade, porque cada problema é diferente, e talvez aquele problema que um cliente tem possa ser resolvido de forma mais rápida e barata do que o jeito que a empresa previu. E só quem pode saber disso é o seu empregado que está na linha de frente.

Quando eu trabalhava como estagiário num laboratório de diagnóstico animal, eu não tinha a autoridade de resolver problemas. Mas eu fingia que tinha, e fazia coisas que não era autorizado fazer, e os clientes que eu atendia ficavam sempre satisfeitos e voltavam sempre. Eu não saía dando prejuízo à empresa a torto e a direito. Muito pelo contrário. Mas problemas causados pela empresa devem ser resolvidos pela empresa, não importa quanto custe, esta é minha opinião. Na DOC-DOG, é assim que fazemos. Se eu prometi que os documentos estariam hoje e não estava, em vez de R$12 de SEDEX por enviar ontem, gastarei R$80 com motoboy. Mas o erro foi nosso, o cliente não tem nada a ver.

Talvez seu funcionário não tenha autoridade para resolver problema nenhum. Mude isso agora! Um dia fui num restaurante, e a atendente marcou duas comandas, uma de R$12 e outra de R$13, e ela não sabia qual era a minha. Em vez de me dar a de R$12 e deixar este R$1 para lá, ela chamou o gerente, foi até a nossa mesa, interrompeu nossa Nconversa, para ver se eu lembrava qual era a minha. Perderam a grandissíssima chance de ganharem minha confiança e meu contentamento por um real. E isso é raro.

Minha mãe comprou um celular da Sony-Ericsson, ele quebrou. Em resumo foi o pior atendimento que já tive em minha vida inteira, e não recomendo a ninguém que compre desta empresa. Mais de 6 meses para conseguir arrumar o celular, e no final acabei ficando com um modelo que não queria, só para não ter mais que lidar com esta empresa. Eles teriam um cliente para a vida toda e várias recomendações se mandassem um motoboy até em casa e trocaassem o meu aparelho, como a Dell faz. Mas resolveram economizar alguns trocados, e hoje eu conto essa história para dezenas de pessoas, e agora centenas atraves deste blog. Você nunca sabe se o seu cliente é um blogueiro.

Há muitas histórias de bom atendimento, como uma mulher que quis devolver os sapatos comprados na Zappos, porque havia comprado de presente a seu marido, mas ele havia falecido. A Zappos não só devolveu o dinheiro, como o funcionário que a atendeu por telefone, enviou flores à viúva.

Tim Ferriss tem sua vida administrada por vários assistentes virtuais, e há uma regra: se custar menos de US$100 para resolver um problema, não me aborreça com ele. Resolva e me notifique apenas quando estiver resolvido.

É claro que nem sempre o seu funcionário tomará a decisão certa, mas há de se confiar que quem esteja face a face com o cliente. Mas deve-se dar confiança e crédito, afinal, ali naquela inteação, naquele momento, para o seu cliente, seu funcionário é você.

Creio que toda empresa que liga para o cliente deve adotar a mesma estratégia do Tim e da Zappos, ou algo parecido. Um rio de clientes satisfeitos apareceria, comentando positivamente sobre o seu atendimento, e as chances de sua empresa se tornar notável aumentam drasticamente.

Veja também:

EPICENTRO – Idéias que valem a pena espalhar (1ª edição)

No dia 19 de março (quinta passada) minha agenda estava toda reservada para um evento, o EPICENTRO. O evento é baseado nos modelos do TED – usando, inclusive, o mesmo slogan emprestado. O evento americano traz pessoas brilhantes de diferentes áreas para fazer a palestra da vida delas, o tempo limite de 18 minutos para cada palestra dinamiza o evento.

O EPICENTRO foi concebido e executado por Ricardo Jordão (criador do BizRevolution), e ele trouxe 16 palestrantes interessantes com idéias que valem a pena espalhar. Todas elas estão disponíveis online, ainda não é a filmagem oficial, mas foram muito bem filmadas pelo Hugo do agaelebe. Abaixo, minha avaliação e comentários em cada uma delas.

14:30 Recepção
A recepção teve problemas. Ao que parece, o evento acabou tendo uma presença massiva, aparentemente não esperada. A capacidade do prédio e da sala de conferência claramente não suportavam tanta gente. Problemas técnicos chegavam a irritar, e quem queria muito ver as palestras tinha que ficar em pé ou sentar no chão, se desse sorte de entrar na salinha.

De qualquer forma, o que valem são as palestras e as idéias, o conforto fica em segundo plano. E por ser o primeiro evento, a falha é totalmente perdoável. Com certeza, Rick Jordan irá corrigir este aspecto para a próxima edição.

15:20 Abertura: Ricardo Jordão, Co-fundador e Editor do Epicentro
Nesta abertura, eu não pude acompanhar muito bem, mas ele explicou a idéia do evento, e a importância dele, sua visão de como ele será no futuro e deu uma prévia do que teríamos pela frente.

15:30 Luciano Pires, Anarquista Corporativo (site / livro: O Meu Everest / livro: Brasileiro Pocotó)
Tema da palestra: Gênios, Medíocres e Idiotas
Excelente! O Epicentro começou bem. Luciano é um ótimo apresentador. Ele dividiu as pessoas do mundo entre gênios, medíocres e idiotas. Sempre existirão todos estes tipos de pessoa, mas ele sugeriu formas para a mudança de perfil do brasileiro. A maioria está entre medíocre e idiota, ele propõe que façamos as mudanças necessárias para revertermos a maioria. Continuar a ler

Me chame pelo nome, a ação de marketing mais barata de todas

Se você é cliente do Speedy da Telefonica (eu não sou mais, graças!), já teve que repetir seu nome, seu número de telefone com ddd, a marca do seu modem e qual windows está instalado (eles perguntam assim, e se não for windows?). Ninguém gosta disso. Ninguém gosta de preencher formulários e nem passar dados, ainda mais repetidos.

Na DOC-DOG, nós temos uma política: nunca pedir o mesmo dado mais de uma vez. Se alguém já passou o CPF, eu nunca pedirei de novo. Se a pessoa falou, mesmo que no decorrer de uma conversa, alguma informação que você possivelmente precisará no futuro, é sua obrigação tomar nota.

Isto é respeitar o cliente, principalmente o tempo dele.

Chamar pelo nome é algo que conecta, humaniza o contato. Todo caixa de supermercado ou de restaurante vê o seu nome escrito no seu cartão. Custa dizer “Tenha um bom dia, Sr. Fernando!”? Quanto custa esta ação de marketing tão simples?

Na DOC-DOG, nós gravamos o nome da pessoa que está ligando já no primeiro contato. Às vezes ela liga uma vez para pedir informação, e depois de 4 meses liga novamente para contratar nossos serviços. Quão impressionada você acha que ela fica quando atendem o telefone e dizem “DOC-DOG, Fulano. Bom dia, Sra. Patrícia!”? Ela sente que não é qualquer uma, não tem que explicar que já ligou antes e a história toda de novo, porque nós temos o registro disso tudo anotado. Ela sente que nós realmente ligamos para a situação dela, e é porque ligamos mesmo!

Lembre-se disso sempre. E faça o jogo do nome com quem você quiser. É muito divertido, e você faz do mundo um lugar um pouco mais humano.

Por que o Bob’s me faz amar o McDonald’s

Eu não sou um assíduo comedor de fast-food, aliás sou um comedor de fast-food bem eventual,  junk fast food mais eventual ainda, dadas as opções que temos hoje em dia de fast food saudável (claro que todas roubaram a nossa idéia) e o fato de eu ter aderido a uma dieta semi-vegetariana.

Hoje, entretanto, estava eu às 12h00 na Rodoviária do Tietê aqui em São Paulo, e resolvi tomar café da manhã. Poucas opções que me fazem vontade, o Bob’s foi uma delas.

Já na fila, eu começo a me sentir indignado. Por que diabos a mesma mulher que cobra, faz o pedido, vai lá atrás buscar a batata? E por que ela tem que fazer tudo, e bem devagar? E por que só tem uma pessoa atendendo? Como assim a fila está grande e não tem um gerente estressado gritando “vamo zerá a fila!!”? Continuar a ler

Colocando fogo na escada, ou a fórmula definitiva para a motivação perpétua

Existe um ditado japonês que diz algo como: se você estiver subindo a escada e alguém atear fogo nela, você se sentirá pressionado e subirá mais depressa.

ladder_on_fire

Achei uma analogia bem legal, e bem verdadeira. Já havia lido/ouvido muitas pessoas tocarem neste ponto, mas nunca bateu tão forte o sino. Robert Kiyosaki aconselha às pessoas que paguem a si próprios em primeiro lugar, mesmo se tiverem pouco dinheiro, porque a pressão externa obriga a ter idéias para suprir o déficit. E é verdade, quando sua vida depende de algo, você se dedica inteiramente àquilo e sua criatividade e poder de execução vai às alturas. Continuar a ler

Como fazer um controle de fluxo de caixa diário simplificado em sua empresa

Muitos empreendedores e donos de pequenas empresas têm problemas financeiros. Alguns só percebem porque os cheques começam a voltar, e não possuem caixa pra pagar os funcionários ou fornecedores. Às vezes a empresa está até mesmo tendo lucro, mas há defasagem no caixa, fruto de um ciclo financeiro inadequado. Neste artigo, vamos tentar cobrir um pouco disso tudo, e ainda tentar ensinar como fazer um controle de fluxo de caixa simplificado.

Em 2005, entrei no Mackenzie para cursar Administração de Empresas, e durante o primeiro ano de faculdade pensava que o meu forte era Finanças. Eu tinha um pouco de leitura no assunto, mais do que os meus colegas na época, mais sobre filosofia de finanças, e não tanto a parte técnica, e mais finanças pessoais (a propósito, veja por que você precisa de um orçamento) do que empresariais. De lá pra cá, meu foco mudou completamente. Hoje minhas paixões empresariais são o Marketing, o Planejamento Estratégico e o Empreendedorismo.

O Fluxo de Caixa
O fluxo de caixa é importantíssimo para uma empresa, porque ela depende de dinheiro para sobreviver e continuar funcionando. Mas não é só quanto de dinheiro entra e quanto de dinheiro sai que importa, mas também quando esse dinheiro entra e sai do caixa da empresa. Continuar a ler