Alice, de Tim Burton – Review

Sou fã.

Li os dois livros mais de uma vez. Além de fã de Alice, sou fã de Tim Burton. Portanto, não preciso descrever minha situação quando adiaram a estreia de Alice no Brasil devido a Avatar nunca sair do IMAX.

SPOILERS – Cuidado!

Bom, chegou o dia, e hoje assisti Alice in Wonderland, de Tim Burton. Mais do que um filme sobre o livro, Burton utiliza Wonderland em outra fase da vida de nossa protagonista. Ela tem 18 anos e está prestes a casar. Está confusa, e não se sente preparada para tomar a decisão. Foge da realidade e visita Wonderland como forma de resolver este conflito pessoal.

Em Wonderland, Alice não lembra o que passou lá quando era criança. A história do filme é até simplista. Mas não a história que se passa nas entrelinhas.

No início, Alice não está pronta para enfrentar seus problemas. Não tem nem mesmo certeza se é Alice, e do que ela é capaz. Está sempre muito grande ou muito pequena, significando que cresceu demasiadamente rápido em relação a todos, mas ao mesmo tempo guarda a essência de criança. Parece nunca acertar seu tamanho de acordo com sua personalidade, tendo sempre esta imagem distorcida de si mesma.

O destino de Alice está traçado, e ela decide obedecer o que todos dizem que deve ser feito. Até que ela percebe que não é para os outros que ela precisa viver. Todos dão opinião, mas quem terá que matar o monstro é ela sozinha. Ninguém aparece para ajudar na hora H.

Alice se sente perdida na maioria das conversas, até que no final do filme ela encontra a iluminação. E a iluminação não é externa. Acontece dentro dela. Ela se sente pronta para realizar o seu dever ao mesmo tempo em que assume responsabilidade pelo seu destino. Se torna uma pessoa que não liga para o que a sociedade exige, e sim para o que ela mesma acredita ser seu dever e seu destino. Alice usa o País das Maravilhas como uma terapia para modelar sua mente para resolver problemas reais.

Alice utiliza conselhos do sábio, mas ele apenas aponta o caminho, é ela que precisa andar por ele. A escolha de Alice é de enfrentar seu monstro e reconhecer seu poder que estava em algum lugar fora de onde ela encontrava.

Alice é uma típica pessoa que não acreditava em si mesma, mas que exposta à situação estimulante correta vai em busca desse poder interior e o exterioriza de forma muito clara. Ela é a messias de seu sonho. Ela é a protagonista de sua história.

Tudo isso a ajuda em sua vida real. Se todos tivessem o mesmo poder de imaginação de Alice, psicólogos e suas terapias ficariam obsoletos.

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